Dani Coelho

Ilustradora, crafteira , designer gráfica, cozinheira e arteira.

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Eu e minha sensação de que não pertenço a esta época. Sou da década de 80 quase 90, mas sempre fui na contra mão da minha geração. E enquanto todos estavam interessados nas tecnologias de ponta, eu estava de olho na máquina de costura com manivela da década de 1920, da minha tia avó. Me questionando se aquilo não teria conserto ao invés de servir como  objeto de decoração e recordação da minha mãe!

Na minha adolescência enquanto as minhas amigas do colégio estava exibindo suas bolsas da moda, eu estava fazendo a minha com o resto da barra da calça jeans do meio pai.

A criatividade pra mim além do talento era uma boa solução.

Os primeiros trocados vieram aos 11 anos através dos potinhos de miçanga que eu comprava com a mesada de cinco reais que ganhava do meu pai naquela época – pois é, naquela época o dinheiro rendia.

Miçanguinhas soltas eram transformadas em lindinhos anéis, colarzinhos, pulserinhas que fazia com a ajuda da minha mãe e os exibia em um mostruário que nós mesmas costuramos.

Fazia um sucesso na escola, que só!  As meninas, consumistas desde cedo pra minha sorte, desistiam da cantina na hora do intervalo para comprar e … às vezes até mesmo encomendar mais modelos, comigo.

Na adolescência aprendi a fazer Decoupage logo que a técnica chegou por aqui,  então além do salário que eu ganhava trabalhando na empresa do meu pai, entrava sempre uma graninha a mais com a venda dos produtos que eu fazia.

E tinha os cachecóis também, feitos de tricô e teares, tão fofinhos, que num inverno a alta produção me resultou em uma  insuportável tendinite que me obrigou a afastar por um bom tempo dos trabalhos manuais.

Mas nem por isso parei de me “meter a besta”, sempre inventando algo entre um emprego ou outro, foi quando decidi estudar em 2009  Graphic/Motion Design, onde me formei pela Escola Panamericana de Artes, três anos depois.

E novamente entre empregos por vezes da área ou não, eu passava meu tempo livre criando. Fosse desenhos, tricô, papéis, escrevendo poesias ou costurando algo na máquina que ganhei de aniversário, dos meus pais. O importante era estar em movimento, sempre externando meus sentimentos através da arte, fosse como fosse, garantindo minha “sanidade”.

E em março de 2013, surge nas minhas brincadeiras de costura o primeiro coelhinho e incentivada pelo namorido, na época amigo, nasceu a Danny Bunny. Uma marca nova, porém com velhos objetivos que são além de viver do trabalho manual (minha paixão), poder resgatar valores tão perdidos hoje em dia, que está formando uma geração de crianças que são mais incentivadas a escorregar dedinhos em telas à usar a imaginação para criar um mundinho lúdico e divertir-se com simplicidade.

Preocupada em fazer e oferecer o melhor, ainda este ano, decidi fazer uma pausa nas atividades e embarcar rumo ao Japão onde durante três meses estudei, aprimorei e aprendi uma porção de técnicas que hoje aplico em meus trabalhos.

 

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